domingo, 7 de fevereiro de 2010

Foi eterno enquanto durou...

É tão óbvio e comum falar sobre coisas que vêm e vão,mas existem delas que vêm,vão,mas deixam marcas profundas impossiveis de se esquecer.
Todos nós temos dessas passagens,afinal,oque não são essas coisas e ou pessoas se não passagens e experiencias em nossas vidas.
Eu sinceramente tenho uma certa ansiedade pra conhecer oque virá,talvez isso seja o motivo de eu não saber aproveitar,conhecer e aprender com as coisas que vieram agora,antes que elas passem.Mas creio também que um dia surgira alguém especificamente que vai vim e ficar.Se esse alguem não foi você eu realmente sinto muito,porque como eu ja falei tantas vezes ...."o sorriso mais lindo do mundo".
Eu te AMEI realmente...como postou um amigo meu....você foi um personagem que apareceu e desapareceu tão rápido nas cortinas do meu palco.

MAS QUE SEI EU




Mas que sei eu das folhas no outono


ao vento vorazmente arremessadas


quando eu passo pelas madrugadas


tal como passaria qualquer dono?



Eu sei que é vão o vento e lento o sono


e acabam coisas mal principiadas


no ínvio precipício das geadas


que pressinto no meu fundo abandono



Nenhum súbito súbdito lamenta


a dor de assim passar que me atormenta


e me ergue no ar como outra folha



qualquer. Mas eu que sei destas manhãs?


As coisas vêm vão e são tão vãs


como este olhar que ignoro que me olha



Ruy Belo, in "Monte Abraaão", Todos os Poemas - 2, 2ª ed., Assírio & Alvim, 2004.

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